Este guia explica o que é avaliado na consulta e por que algumas condições podem mudar a escolha do método.
Por que a receita precisa de avaliação
Os anticoncepcionais hormonais são medicamentos seguros para a maioria das mulheres, mas não para todas. Algumas condições aumentam o risco de efeitos graves, principalmente a trombose, que é a formação de coágulos nas veias. Por isso, antes de renovar a receita, o médico confere se algo mudou desde a última avaliação.
Essa revisão é rápida e protege você. Ela também é uma oportunidade de tirar dúvidas sobre efeitos colaterais, esquecimentos e outras opções de método.
O que o médico pergunta
Na teleconsulta, prepare-se para responder sobre:
- o nome do anticoncepcional, a dose e há quanto tempo você usa;
- como está o ciclo: sangramentos fora de hora, ausência de menstruação, cólicas;
- efeitos colaterais, como dor de cabeça, alterações de humor ou da libido;
- pressão arterial, de preferência com uma medição recente;
- tabagismo;
- enxaqueca, principalmente se houver aura (alterações visuais antes da dor);
- histórico pessoal ou familiar de trombose, AVC ou infarto;
- doenças do fígado, diabetes, câncer de mama e cirurgias recentes ou programadas;
- outros remédios em uso, porque alguns diminuem o efeito do anticoncepcional;
- possibilidade de gravidez e amamentação.
Tenha a caixa do anticoncepcional por perto. Ela informa o nome exato, a composição e a dose, o que evita erros na receita.
Quando o método pode precisar mudar
Algumas situações fazem o médico recomendar outro tipo de anticoncepcional, em especial evitar os combinados, que têm estrogênio:
- tabagismo em mulheres a partir dos 35 anos;
- pressão alta, principalmente se não estiver controlada;
- enxaqueca com aura;
- histórico de trombose, AVC ou infarto;
- algumas doenças do fígado e do coração;
- o período logo após o parto ou uma cirurgia de grande porte.
Isso não significa ficar sem proteção. Existem opções sem estrogênio, como pílulas só de progestagênio, injetáveis, implantes e DIU. A escolha é feita em conjunto com você, considerando a sua rotina e preferências. Alguns métodos, como DIU e implante, dependem de procedimento presencial.
Sinais de alerta
Procure atendimento de emergência se, usando anticoncepcional hormonal, você tiver:
- dor forte e inchaço em uma perna, principalmente na panturrilha;
- falta de ar súbita ou dor no peito;
- dor de cabeça muito forte e diferente do habitual;
- alterações na visão ou na fala, fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
- dor abdominal intensa.
Esses sintomas podem indicar trombose ou outras complicações e não devem ser avaliados por teleconsulta.
Esqueci a pílula: e agora?
As orientações para esquecimentos variam conforme o tipo de pílula, a semana da cartela e quantos comprimidos foram esquecidos. A bula traz as instruções do seu medicamento. Em caso de dúvida ou de relação sexual desprotegida, procure orientação médica o quanto antes, porque algumas medidas dependem do tempo.
Exames de acompanhamento
Usar anticoncepcional não exige uma bateria de exames, mas o acompanhamento ginecológico regular continua importante, incluindo o rastreamento do câncer de colo do útero, conforme a idade. Na teleconsulta, o médico pode emitir pedidos de exames e orientar sobre a periodicidade. Veja também o guia de check-up e exames de rotina.
A receita digital
A receita sai em PDF, com assinatura digital ICP-Brasil, e chega por e-mail logo após a consulta. Ela pode ser apresentada no celular na farmácia. Guarde o arquivo original: ele permite a validação eletrônica e pode servir para as compras seguintes, conforme a quantidade indicada pelo médico.
Conteúdo informativo, revisado pela direção técnica médica. Não substitui a consulta: cada caso precisa de avaliação individual. Em emergências, ligue 192 (SAMU).