Este guia explica os tipos mais comuns, como se preparar para a consulta e quais sinais exigem atendimento de emergência.
Os tipos mais comuns
As dores de cabeça mais frequentes são chamadas de primárias, porque não são causadas por outra doença. As duas principais são:
Cefaleia tensional: dor em pressão ou aperto, dos dois lados da cabeça, de intensidade leve a moderada. Costuma piorar com estresse, cansaço, má postura e sono ruim. Em geral, não impede as atividades.
Enxaqueca: dor latejante, muitas vezes de um lado só, de intensidade moderada a forte, que piora com o esforço físico. Costuma vir acompanhada de enjoo, vômitos e sensibilidade à luz e ao barulho. Algumas pessoas têm aura antes da dor: alterações visuais, como pontos brilhantes ou linhas em zigue-zague, ou formigamento que dura alguns minutos.
As crises de enxaqueca podem durar de algumas horas a até três dias e, muitas vezes, impedem trabalhar.
O diário da dor
Para o médico, a melhor ferramenta é um registro das crises. Antes da consulta, se possível, anote:
- data, horário de início e duração de cada crise;
- local e tipo da dor (latejante, aperto, pontada);
- sintomas associados, como enjoo, aura ou sensibilidade à luz;
- o que você estava fazendo e o que pode ter desencadeado (jejum, pouco sono, álcool, estresse, menstruação);
- remédios que tomou, a dose e se funcionaram.
Esse diário ajuda a identificar padrões e gatilhos e mostra se o uso de analgésicos está frequente demais.
Atenção ao excesso de analgésicos. Usar remédios para dor em muitos dias do mês pode, paradoxalmente, aumentar a frequência das dores de cabeça. Se você toma analgésico com frequência, conte isso ao médico.
O que a teleconsulta pode fazer
Na consulta por vídeo, o médico entende o padrão da dor, confere se há sinais de alerta e define a conduta. Ela pode incluir:
- orientações sobre sono, alimentação, hidratação e gatilhos;
- tratamento para as crises, com receita digital quando necessário;
- avaliação de tratamento preventivo, para quem tem crises frequentes;
- pedido de exames ou encaminhamento ao neurologista, quando indicado;
- atestado, se a crise impedir você de trabalhar naquele dia.
Sinais que exigem emergência
Alguns tipos de dor de cabeça precisam de avaliação imediata. Ligue 192 ou procure o pronto-socorro se a dor:
- começar de repente e for muito forte, como a pior dor da sua vida;
- vier com febre, rigidez no pescoço e manchas na pele;
- vier com fraqueza, dormência, fala enrolada, confusão ou perda de visão;
- surgir depois de uma batida na cabeça;
- vier acompanhada de desmaio ou convulsão;
- for nova e forte em pessoa com mais de 50 anos, gestante ou com imunidade baixa.
Também merece avaliação presencial a dor que muda de padrão, piora progressivamente ao longo de semanas ou acorda você durante a noite.
Enxaqueca e trabalho
Uma crise forte de enxaqueca pode tornar impossível ficar diante de telas, em ambientes barulhentos ou dirigir. Nesses casos, o afastamento por um dia ou pelo tempo da crise pode ser indicado. Na teleconsulta, o médico avalia e, se houver indicação, emite o atestado com assinatura digital.
Se as crises são frequentes, vale pensar em acompanhamento contínuo. O tratamento preventivo pode reduzir o número e a intensidade das crises, com impacto direto na qualidade de vida e na produtividade.
Hábitos que ajudam
- Durma e acorde em horários regulares.
- Não pule refeições.
- Beba água ao longo do dia.
- Faça pausas em trabalhos longos diante de telas.
- Pratique atividade física regularmente.
- Observe o consumo de cafeína e álcool.
Mudanças simples na rotina, somadas ao tratamento certo, costumam fazer bastante diferença.
Conteúdo informativo, revisado pela direção técnica médica. Não substitui a consulta: cada caso precisa de avaliação individual. Em emergências, ligue 192 (SAMU).